Biogás e Biometano na Europa: Dinamarca, Alemanha e Itália lideram o desenvolvimento do mercado
Em um artigo publicado por Marc-Antoine Eyl-Mazzega e Carole Mathieu, do Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI), são apresentados uma análise e dados do mercado europeu nos últimos 10 anos. Os líderes da UE são a Dinamarca (10% da rede de gás), a Alemanha (mais de 100.000 empregos diretos) e a Itália (centrada no setor dos transportes). O crescimento tem sido impressionante, mas será difícil de sustentar se os subsídios forem cortados cedo demais, dizem os autores.
Repetidamente, os legisladores em todo o mundo estão enfrentando a mesma questão: quais as tecnologias subsidiar e apoiar, quando e por quanto tempo manter esses subsídios.
Como definir esses custos e o momento em que precisam ser reduzidos até desaparecerem, quando uma escala de consolidação do mercado for alcançada. A energia solar e a eólica estão a caminho de provar que é possível a redução dos subsídios. E quanto aos biocombustíveis?
No momento em que a União Europeia (UE) está discutindo sua estratégia climática de longo prazo e elaborando nova legislação para promover a descarbonização de seu setor de gás, uma análise detalhada da experiência da Dinamarca, Alemanha e Itália com a produção de gás renovável pode fornecer lições.
10 anos de biogás: Dinamarca, Alemanha e Itália lideram
mpenhada em alcançar a neutralidade do carbono até 2050 e enfrentar o esgotamento de seus campos de gás no Mar do Norte, a Dinamarca tem um interesse claro em tornar pilares centrais o biogás e o biometano no seu futuro sistema de energia inteligente. Da mesma forma, na Alemanha, o foco na geração de eletricidade baseada em fontes renováveis levou a um desenvolvimento robusto de usinas de biogás com conversão de eletricidade no local e unidades de geração combinada de calor e energia (CHP). Desta forma, a Alemanha se tornou — de longe — o maior país produtor de biogás na UE, com cerca de 105.000 empregos diretos em seu setor de bioenergia. Na Itália, a alta disponibilidade de matérias-primas agrícolas e o amplo uso de gás nas atividades de transporte também foram fortes argumentos a favor da produção de biogás e da purificação para o biometano, para facilitar a realização da meta de expansão das renováveis para o setor de transportes e reduzir as emissões de CO2 do país.
Para acessar o artigo completo do Marc e Carole, clique aqui.
- Marc-Antoine Eyl-Mazzega é o diretor do Centro de Energia IFRI
- Carole Mathieu é a Diretora da Política Européia de Energia e Clima, Centro de Energia da IFRI



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