Resíduos cítricos darão origem à maior usina de biogás do mundo
Projeto de grande escala no Brasil transforma efluentes da citricultura em energia renovável e reforça o papel do biogás na transição energética
A conversão de resíduos agroindustriais em energia renovável avança como uma das estratégias mais promissoras para a descarbonização da indústria. Nesse contexto, o Brasil dá um passo relevante ao iniciar a construção da maior usina de biogás do mundo baseada em efluentes da citricultura, iniciativa que reforça o papel do biogás como solução estratégica para o setor produtivo.
O projeto está sendo implantado em Bebedouro, no interior de São Paulo, pela multinacional Louis Dreyfus Company (LDC), uma das principais processadoras e exportadoras de sucos cítricos do país. A planta ocupará cerca de 195 mil metros quadrados e será integrada ao complexo industrial da empresa, transformando resíduos líquidos do processamento de frutas em biogás por meio de tecnologia própria desenvolvida pela companhia.
Do ponto de vista operacional, a futura usina terá capacidade para tratar aproximadamente 400 metros cúbicos de efluentes por hora e produzir mais de 50 mil Nm³ de biogás por dia. A expectativa é que essa energia renovável substitua parte significativa dos combustíveis fósseis utilizados nas operações industriais locais, resultando em uma redução superior a 20% nas emissões de dióxido de carbono do complexo.
Além do impacto energético, o empreendimento incorpora práticas avançadas de gestão ambiental. Todo o volume de água tratado durante o processo será devolvido aos corpos hídricos, evidenciando um modelo de economia circular que alia geração de energia, tratamento de resíduos e uso responsável dos recursos naturais.
Segundo informações da LDC, a tecnologia aplicada foi previamente testada em projetos piloto, que apresentaram desempenho acima do esperado na produção de biogás. Esse histórico de resultados sustenta a aposta da empresa em soluções biotecnológicas como parte de uma estratégia mais ampla de inovação e descarbonização de suas operações.
Com previsão de entrada em operação no primeiro semestre de 2026, a usina de Bebedouro se consolida como um marco no aproveitamento energético de subprodutos agrícolas. A iniciativa não apenas fortalece a cadeia da citricultura, como também contribui para posicionar o Brasil como referência internacional em projetos que integram agronegócio, sustentabilidade e energias renováveis.
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